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Como funciona

Um relato entra pelo celular de quem viu, e sai como comunicação registrada ao órgão competente e apuração documentada dentro da escola. O que segue é o caminho inteiro, e onde a responsabilidade de cada um começa e termina.

Como funciona

Do relato ao encaminhamento, em quatro etapas

Etapa 1

O relato chega

Aluno, familiar ou profissional registra o que aconteceu, com ou sem identificação, pelo celular ou computador. Não é preciso criar conta.

Etapa 2

A equipe qualifica

A equipe responsável classifica categoria e criticidade. O sistema pode sugerir uma classificação inicial, mas a decisão é sempre de uma pessoa, e o caso entra na fila com prazo próprio.

Etapa 3

O caso vai a quem pode agir

Comunicação ao órgão competente com registro do comprovante, e apuração interna em paralelo, no que compete à instituição — duas trilhas sob o mesmo protocolo. Identificada a pessoa apontada como integrante da própria cadeia de destinatários, o sistema bloqueia o acesso dela ao caso.

Etapa 4

O relator acompanha

Consulta pelo número de protocolo, com o andamento do caso e sem exposição de dados internos da apuração.

O protocolo que a lei exige, funcionando

A Lei nº 14.811/2024 atribui ao poder público local o dever de desenvolver protocolos de proteção da criança e do adolescente contra a violência no ambiente escolar, articulados com os órgãos de segurança e de saúde, com participação da comunidade escolar e capacitação continuada do corpo docente.

O FalaEscola operacionaliza esse protocolo: registro do relato, qualificação pela equipe responsável, comunicação ao órgão competente com comprovante registrado, apuração interna em paralelo e prazo monitorado em cada etapa — tudo sob trilha de auditoria que demonstra o que foi feito e quando.

Duas trilhas, um protocolo

Comunicação externa.
Ao Conselho Tutelar, à autoridade policial ou ao órgão competente conforme o caso, com registro de quando foi feita e do comprovante de recebimento.
Apuração interna.
Corre em paralelo, no que compete à instituição: medida pedagógica, processo disciplinar, resposta à família. Comunicar não desobriga de agir.
Conflito de interesse.
Identificada a pessoa apontada como integrante da própria cadeia de destinatários, o sistema bloqueia o acesso dela ao caso, e a tentativa fica registrada. Escalar a instância superior é decisão registrada da equipe.

A quem o FalaEscola se destina

O FalaEscola é construído para redes públicas de ensino regular — municipais e estaduais, da educação infantil ao ensino médio.

Fora desse escopo ficam entidades que não são escolas: projetos socioassistenciais, contraturno, acolhimento institucional, unidades de atendimento socioeducativo, clínicas e programas de convivência. A razão é técnica, não comercial. Cada um desses ambientes se rege por marco normativo próprio, com destinatários de comunicação, prazos e requisitos de independência distintos dos que estruturam este produto. Uma plataforma desenhada para a escola, aplicada a esses contextos, produz encaminhamento errado em situação de alto risco. Esse tipo de demanda chega com frequência, e dizer não é preferível a entregar solução inadequada.

Contratação

A contratação por rede pública pode ser feita por dispensa em razão do valor. O material de apoio ao processo está em Contratação pública.