Política de Privacidade
FalaEscola
Versão 1.0 — vigente desde 8 de setembro de 2026.
1. Quem somos e a quem esta política se aplica
Esta política descreve como são tratados os dados pessoais coletados pelo canal de escuta e gestão de casos de proteção escolar operado pela plataforma FalaEscola, mantida por STeSocial Serviços Técnicos, inscrita no CNPJ sob o nº 45.311.067/0001-85.
A instituição de ensino contratante atua como controladora dos dados pessoais tratados em seu canal, definindo finalidades e diretrizes. A STeSocial atua como operadora, tratando os dados exclusivamente conforme instrução documentada da controladora, nos termos dos arts. 5º, VI e VII, e 39 da Lei nº 13.709/2018.
2. Para que os dados são tratados
Os dados são tratados para receber, qualificar, encaminhar e acompanhar relatos de violência, intimidação sistemática, assédio e demais situações que afetem a integridade de estudantes, profissionais e demais integrantes da comunidade escolar; para comunicar o caso aos órgãos competentes quando cabível; para permitir que o relator acompanhe o andamento por meio de protocolo; e para produzir indicadores agregados e anonimizados de gestão.
A apuração dos fatos é atividade da instituição contratante. Os dados não são utilizados para publicidade, não são vendidos, não são usados para treinamento de modelos e não são compartilhados com terceiros fora das hipóteses do item 6.
3. Fundamento legal
O tratamento se fundamenta:
- no cumprimento de obrigação legal e regulatória pela controladora (art. 7º, II, e art. 11, II, "a", da LGPD), especialmente as decorrentes da Lei nº 14.811/2024, da Lei nº 13.185/2015, do art. 12 da Lei nº 9.394/1996, da Lei nº 13.431/2017, da Lei nº 14.344/2022 e dos arts. 13, 56, 70-B e 245 da Lei nº 8.069/1990;
- na execução de políticas públicas, quando a controladora for ente público (art. 7º, III, e art. 11, II, "b");
- na proteção da vida e da incolumidade física do titular ou de terceiro (art. 7º, VII, e art. 11, II, "e");
- no exercício regular de direitos em processo administrativo, judicial ou arbitral (art. 7º, VI, e art. 11, II, "d");
- no melhor interesse da criança e do adolescente, nos termos do art. 14 da LGPD.
4. Quais dados são coletados no canal de relatos
Em qualquer modo de envio: conteúdo do relato, categoria, urgência percebida, unidade escolar indicada, data e hora do registro, arquivos eventualmente anexados e número de protocolo gerado.
Somente quando o relator escolhe se identificar: nome, vínculo com a instituição e meio de contato informado.
No modo sem identificação: não são coletados nome, contato, endereço IP ou demais identificadores de rede do relator. Nesse modo, o único elo com o relato é o número de protocolo, guardado exclusivamente pelo próprio relator.
O conteúdo livre do relato pode conter dados pessoais sensíveis e dados de terceiros, que recebem o mesmo regime de proteção descrito nesta política.
Recomendação ao relator: informe o necessário para que a situação possa ser compreendida e encaminhada, e evite incluir dados de terceiros que não sejam indispensáveis.
5. Como os dados são protegidos
- Os dados de identidade são armazenados em estrutura separada do conteúdo do relato, com controle de acesso próprio.
- O acesso a dados de identidade depende de permissão específica e individual, concedida pela controladora.
- Todo acesso a dados de identidade é registrado em log de auditoria, com identificação do autor, data e hora.
- Os dados trafegam e são armazenados de forma criptografada, inclusive os arquivos anexados.
- Quando o relato aponta pessoa que integra a cadeia de destinatários, inclusive a direção da unidade, o sistema bloqueia o acesso dessa pessoa ao caso: ele não aparece em sua fila, não pode ser aberto por ela, e toda tentativa de acesso fica registrada. O encaminhamento a instância superior ou externa é decidido e registrado pela equipe responsável.
6. Com quem os dados podem ser compartilhados
- Com a controladora, por meio dos perfis por ela autorizados.
- Com os órgãos da rede de proteção — Conselho Tutelar, assistência social, saúde, segurança pública, Ministério Público — quando o encaminhamento for devido, nos termos do art. 13 do ECA e da Lei nº 13.431/2017.
- Com a autoridade policial, nas hipóteses que configurem crime ou ato infracional.
- Com autoridades públicas, mediante requisição legal ou ordem judicial.
- Com suboperadores contratados para viabilizar o serviço: Vercel (hospedagem da aplicação), Supabase (banco de dados e armazenamento dos arquivos anexados), Resend (envio das notificações por e-mail), Sentry (monitoração de erros da aplicação) e OpenAI (sugestão de categoria e prioridade na triagem assistida). Todos estão vinculados por contrato às mesmas obrigações desta política.
Não há compartilhamento com nenhum outro terceiro.
7. Onde os dados ficam e transferência internacional
Aplicação hospedada na Vercel; banco de dados e arquivos anexados no Supabase. Havendo tratamento por suboperador situado fora do território nacional, a transferência observa o art. 33 da LGPD, mediante cláusulas contratuais específicas de garantia de conformidade.
8. Por quanto tempo os dados são mantidos
| Situação | Prazo |
|---|---|
| Caso em andamento | até a conclusão |
| Caso concluído sem encaminhamento externo | 5 anos após a conclusão |
| Caso com encaminhamento a órgão da rede de proteção | 5 anos após a conclusão, ou prazo maior fixado pela controladora |
| Caso que subsidie processo administrativo ou judicial | até o trânsito em julgado e os prazos legais subsequentes |
| Logs de auditoria de acesso | 5 anos |
| Indicadores agregados e anonimizados | prazo indeterminado, por não constituírem dado pessoal |
Encerrado o prazo, os dados são eliminados ou anonimizados. Encerrado o contrato com a controladora, os dados são devolvidos a ela em formato estruturado e eliminados dos sistemas da STeSocial em até 30 dias, salvo obrigação legal de guarda.
9. Direitos do titular
Nos termos do art. 18 da LGPD, o titular pode solicitar confirmação de tratamento, acesso, correção, anonimização, portabilidade, informação sobre compartilhamentos e revisão de decisões automatizadas.
Os pedidos devem ser dirigidos ao encarregado da instituição contratante, que é a controladora. A STeSocial auxilia a controladora no atendimento.
Limite técnico do modo sem identificação: quando o relato é enviado sem identificação, não existe vínculo entre o relato e uma pessoa determinada. Nesse caso, não há como confirmar a titularidade e, portanto, não é possível atender pedidos de acesso, correção ou exclusão daquele relato. Essa é consequência direta da proteção do anonimato.
10. Crianças e adolescentes
O tratamento de dados de crianças e adolescentes observa o melhor interesse do titular, nos termos do art. 14 da LGPD, e ocorre no contexto do dever legal de proteção atribuído aos estabelecimentos de ensino.
Não é exigido consentimento dos pais ou responsáveis para o envio de um relato, porque a coleta se destina à proteção do próprio titular e ao cumprimento de obrigação legal da instituição. Não são solicitados à criança ou ao adolescente dados além dos necessários ao registro, e o canal não condiciona o registro à identificação nem ao detalhamento da narrativa.
11. Segurança da informação e incidentes
A STeSocial adota medidas técnicas e administrativas de proteção contra acesso não autorizado, perda, alteração ou divulgação indevida. Verificado incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante, a operadora comunica a controladora imediatamente, com as informações do art. 48 da LGPD, para que esta cumpra o dever de comunicação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados e aos titulares.
12. Encarregado
Encarregado da controladora: definido por cada instituição contratante e informado no rodapé de seu canal — configurável no painel administrativo da rede.
Encarregado da operadora: contato@falaescola.com.br.
13. Alterações
Alterações desta política são publicadas nesta página com nova versão e data de vigência, e comunicadas às instituições contratantes com antecedência mínima de 30 dias quando alterarem substancialmente o tratamento.
